Como se não bastasse os problemas familiares, Zoey ainda terá que enfrentar um grande desafio, ela foi Marcada por um vampiro para se tornar uma de sua raça e agora exibe uma tatuagem de lua na testa.
Ela terá de lidar com o preconceito dos amigos, do medo de enfrentar a família, a insegurança de passar por uma mudança tão drástica em sua vida, e o fato de nem todos sobreviverem à transformação de humano para vampiro não ajuda em nada na sua aceitação de sua nova condição.
A mistura espiritual de Zoey, sendo meio cherokee e agora meio vampira, faz com que ela seja diferente dos outros marcados, pois a tatuagem que ela exibe é uma lua completa na cor safira, enquanto a dos outros consiste numa meia lua.
A Deusa Nyx, venerada pelos vampiros, concedeu a ela também um grande dom, o controle dos elementos, fazendo com ela se destaque ainda mais entre os outros, e a tornando uma de suas sacerdotisas mais importantes, mesmo que ela não saiba deste fato ainda.
Após uma grande discussão com a sua família, Zoey vai buscar apoio na única pessoa que a compreende, sua avó Sylvia Redbird, que além de sua avó é também sua mentora. É ela é quem a ensina as tradições cherokee para Zoey, e neste momento que sua neta mais precisa de apoio, ela a aconselha a cumprir o seu destino, independente do que os outros digam ou pensem.
Com o consentimento de sua avó e a contragosto de sua mãe, Zoey vai para a House of Night, uma espécie de escola de vampiros, para aprender a lidar com a transformação e conhecer mais sobre a cultura matriarcal desta raça da qual ela agora faz parte.
Este livro tem uma parte de misticismo bem interessante, onde quem tem o poder são as mulheres. Temos muitas partes onde são mencionadas as deusas gregas e as amazonas como grandes mulheres de poder e exemplo para as calouras da escola.
Mas mesmo tendo elementos interessantes, ao ler este livro, senti que ele é só mais um sobre a vida escolar nas escolas americanas, porque encontramos todos os elementos indispensáveis para esse tipo de história como, o bulling, o grupinho dos rejeitados, a garota que tem que provar seu valor, as garotas malvadas que podem ser comparadas às cheerleaders, os jogadores de futebol, enfim, mais um livro fraquinho onde a única diferença dos outros é que os adolescentes aqui são aspirantes a vampiros.
Isso sem falar dos clichês dos novos amigos que Zoey faz, como a garota do interior que se veste mal e fala arrastado, o gay rejeitado pelo pai, as gêmeas que são bem diferentes fisicamente mas idênticas na personalidade e o garoto popular e lindo por quem ela se encanta.
Achei este livro fraquinho demais pro gênero, a história poderia ter sido desenvolvida de uma forma mais contagiante. Temos vários diálogos chatos e sem noção que não acrescentaram nada à trama e fica bem óbvio que a grande defensora de Zoey, a sacerdotisa Neferete, tem alguma coisa estranha, como uma cobra preparada pra dar o bote a qualquer momento.
Vou continuar acompanhando esta série de livros porque quando começo uma história, gosto de ir até o final. Só abandono mesmo um livro quando ele é muito chato e parado, e este aqui, apesar de ter achado fraquinho, tem uma temática que eu adoro e que eu tenho esperança que seja descrita de uma forma melhor nos próximos volumes.
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