Eu
nunca tinha lido nada da Ágata Christie, acreditam? Ela é uma autora tão
famosa, tão lendária, que é até um pecado não ter lido nada dela não acham?
Pois bem, nunca é tarde pra começar, e minha mais nova amiga Fernanda, que
trabalha aqui no financeiro da empresa, fez a gentileza de me emprestar o
Assassinato no Expresso do Oriente.
Este livro narra
uma aventura do inspetor Poirot, que é incumbido de descobrir quem foi o
assassino de um dos passageiros do trem em que ele se encontra. O passageiro
fazia parte de um esquema hediondo, onde se seqüestravam crianças e quando o
resgate não era pago, as mesmas eram assassinadas. Num trem repleto de
suspeitos que tem de alguma forma suas vidas ligadas ao passageiro assassinado,
Poirot tem que se desdobrar e se valer de todos os seus talentos e instintos
para descobrir quem foi o assassino.
Como suspenses
policiais não fazem muito o meu gênero, não gostei muito do livro. A linguagem
dele é antiga e tem muitas frases em francês, o que dificulta um pouco a
compreensão dos diálogos. Ele é um livro muito objetivo, não há histórias
paralelas entre outros personagens, o foco é o misterioso assassinato e pronto,
tudo gira só em torno disto.
Não houve pontas
soltas, tudo foi muito bem amarrado e não é de forma alguma um livro
previsível, achei até que o final foi bem de acordo com os fatos apresentados
durante a história.
Uma coisa não se
pode negar, Ágata escreve muito bem, não é a toa que ela é tão apreciada, mas
não achei que este livro tenha sido empolgante, me senti jogando detetive, e o
assassino foi o Coronel Mostarda com o castiçal na biblioteca rs.
Três estrelinhas
pra este aqui.

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