Sim, tem Spoilers!
Não é
segredo pra ninguém que me conhece que eu sou fã do Stephen King. Tanto que na
Bienal do Livro de São Paulo, o primeiro lugar que eu fui, foi no stand da
Editora Suma de Letras, pra ver se eu encontrava alguma promoção dos livros do
mestre do horror e olha, dei sorte! Comprei dois pockets dele por 5 reais e
ganhei mais dois que estavam com desconto de presente do meu filho J.
Billy Halleck é um advogado obeso e bem sucedido que se vê
envolvido em um trágico acidente de carro, onde atropelou e matou uma velha
cigana. Como a cidade onde mora é pequena e todos o conhecem, o juiz e a
polícia local encobrem vários fatos envolvendo o acidente, e Billy é inocentado.
Mas, na saída do julgamento, um velho cigano do nariz carcomido e aparência
assustadora, o toca no rosto e sussurra em seu ouvido “mais magro”.
A partir deste momento, Billy começa a emagrecer de dois a
três quilos por dia sem nenhuma explicação sensata. E só depois que começa a
entender que este seria seu fim, começa a procurar o bando de ciganos ao qual o
velho cigano do nariz carcomido faz parte, para que ele retire a sua maldição.
O interessante neste livro, é que todos os envolvidos no
acidente foram amaldiçoados assim como Billy. O juiz desenvolve uma doença que
a princípio acredita ser câncer de pele, mas que na verdade são escamas, que se
proliferam pelo corpo dele. O policial começa a ter acne, não as do tipo comum,
mas sim aquelas gigantescas que inflamam, ficam gigantes e soltam pus pelo
corpo todo.
As descrições do King são muito realistas, pra quem tem a
imaginação fértil e que viaja no que está lendo assim como eu viajo, algumas
vezes são até meio chocantes.
Meu personagem preferido foi sem dúvida o Ginnelle, um
gangster italiano amigo do Billy, e o único que não o julgou louco, pelo
contrário, se propôs a ajudá-lo a quebrar a maldição. Vi várias demonstrações
de amizade sincera entre esses dois personagens e achei o máximo.
A Maldição do Cigano, não é como as outras obras do King,
onde se tem vários começos, onde se conhece a fundo cada personagem secundário.
Por ser um livro pequeno, ele vai direto ao ponto e a leitura flui muito
rápido, sem perceber você já lê 20 ou 30 páginas, ainda mais na versão pocket,
que foi a que eu li.
O final foi muito foda, me surpreendeu. Fiquei torcendo pra
que acabasse de um jeito, no fim, tomou um rumo completamente diferente daquele
que eu esperava, e sim, a solução pros problemas de Billy se revela no Maine,
como em todos os livros do King.
Recomendo sem sombra de dúvida e vou agora atrás do filme
homônimo pra ver na telinha se o filme vai fazer jus ao livro.

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