A psiquiatra Anya, que foi encarregada do caso de Alex, acredita que ele tem esquizofrenia infantil, por conta de ter presenciado quatro tentativas de suicídio de sua mãe e por viver em condições sub-humanas. Ela se baseia nesse diagnóstico porque teve uma filha que sofria com o problema e que por ser mal diagnosticada, acabou se suicidando com 12 anos.
Ao dar continuidade no tratamento de Alex, algumas coisas estranhas começam a acontecer. Como Alex sabia o nome da filha de Anya se ela nunca tinha mencionado? Como ele sabia que ela se suicidou? Como ele sabia quanto tempo fazia que ela havia falecido?
O livro mistura a visão espiritual e a visão da medicina sobre o assunto, o que eu achei muito interessante. Fica claro, mesmo a medicina dando todas as explicações para o que está acontecendo com Alex, que tem mais alguma coisa ali. Logo no início do livro, Ruen diz a Alex que o pai de Anya é chinês, fato esse que só viremos, a saber, bem depois, também tem o lance da música que Poppy (filha de Anya) compôs pouco antes de morrer, e Ruen faz com que Alex escreva a partitura e entregue pra Anya, como uma prova de sua existência.
Durante a leitura eu me apeguei muito ao Alex, não tem como não se sentir assim, eu tenho uma queda por personagens sofridos, e quando eles são crianças então, pior ainda, não consigo não me envolver na história.
O tema desse livro é muito forte, li dois capítulos dele numa mostra do Google Play e ele ficou martelando na minha cabeça, mesmo pagando um preço alto (50,00), eu tive que comprá-lo. Terminei a leitura em apensa dois dias, se tivesse pegado firme na leitura, tinha terminado no mesmo dia.
Não me arrependi de ter pago tanto nele, foi dinheiro bem gasto, a história é muito bem narrada, e apesar de seu tema perturbador, fui envolvida na trama. Senti que o final, mesmo triste, foi mais pra mim do que pra autora, e posso afirmar que ele daria um ótimo filme.
Agora quero ler O Diário de Um Anjo, da mesma autora :o)



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