Esse
livro chegou às minha mãos através de um empréstimo. Nunca tinha lido nada
desse escritor e um amigo (Oi Tom!) que gosta muito desse autor me emprestou o
Factótum, segundo livro escrito pelo Bukowski, publicado em 1975.
Henry Chinaski, abandonou a faculdade de jornalismo, foi
considerado inapto para o serviço militar e agora tenta encontrar o seu lugar
no mundo.
Seu sonho é ser um escritor, mas o seu descaso consigo mesmo
e seus problemas com a bebida tornam esse sonho cada vez mais difícil de ser
realizado.
Henry nos mostra com o dia a dia de alguém que não tem um
rumo certo na vida pode e vai ser atribulado. As inúmeras situações narradas
nuas e cruas, sem artifícios nem qualquer preocupação em chocar o leitor,
deixam bem claro como era difícil na época não só ser um aspirante a escritor
mas também um ser humano.
Foi complicado pra mim, que costumo ler outros gêneros, ver
várias situações que são camufladas pela sociedade sendo expostas com tanta
clareza. A falta de emprego, a traição, o alcoolismo, os problemas com drogas e
sexo, tudo nesse livro é muito forte, o autor não faz a mínima questão de
suavizar nada, e vamos passando por essas experiências através de seu anti
herói, seu alter ego Henry.
Ainda não tenho uma opinião formada sobre esse livro, ainda
não sei se gostei ou se odiei. Talvez com Bukowski seja assim, uma relação de
amor e ódio, mas posso afirmar que lerei outras obras do autor para sair da
minha zona de conforto, porque é sempre necessário conhecer outras perspectivas
sobre a realidade.

Oi
ResponderExcluir