No prólogo do livro conhecemos Lewis Therin, mais conhecido
como O Dragão, comandante das forças da Luz que derrotou Shaitan. Lewis era um saidin,
metade masculina da Fonte Verdadeira, e devido à esse fato, ele enlouqueceu,
como todos os homens que possuíram esse dom, e acabou matando toda a sua
família. Quando se deu conta desse fato, se matou, deixando o mundo sem um
salvador.
Depois do prólogo, pulamos para a cidade de Dois Rios, um
lugar esquecido pelo reino de Andor, onde Rand al’Thor segue com seu pai por
uma estrada deserta para levar bebidas para uma estalagem.
A cidade está se preparando para o Bel Time, um festival que
comemora a chegada da primavera, e que infelizmente não chega a acontecer, pois
Dois Rios é invadida por Trollocs e um Myrddraal, criaturas das trevas, que na
cabeça da população, só existia em contos de fadas.
Graças à ajuda de Moraine, uma mulher misteriosa e exótica,
e seu cavaleiro Lan, a cidade resiste ao ataque, mas Moraine conta a Rand que
os Trollocs estavam em busca dele e de seus dois amigos Mat e Perrin, a mando
do Tenebroso. Ela conta que não sabe o motivo, mas que sente que eles são
especiais e que o Tenebroso não descansará enquanto não capturá-los.
Pensando no bem da sua cidade e na segurança daqueles que
amam, Rand, Mat e Perrin, juntamente com Egwene (quase namorada de Rand), aceitam
a proteção de Moraine, que se revelou uma Aes Sedai, metade feminina da
Verdadeira Fonte, e partem de Dois Rios com destino a Tar Valon, onde poderão
entender o porquê de serem importantes para o Tenebroso.
Durante a jornada eles vivem as mais bizarras situações, são
perseguidos por amigos das trevas, conhecem várias cidades lendárias, enfrentam
seus medos e tem de lidar com as mais inusitadas situações das quais dependem a
sua sobrevivência, tudo em busca de uma resposta, que poderá definir o destino
de um deles.
O livro foi bem interessante e o mundo criado por Robert
Jordan é muito envolvente. A narrativa é bem simples, e apesar dos vários nomes
de cidades e de personagens, dá pra entender bem a história sem se perder.
A única crítica que eu tenho em relação á história é que
achei os personagens supersticiosos demais, medrosos demais pra idade que eu
achei que eles tivessem. Estou acostumada com livros de fantasia onde o herói
veste a carapuça, ainda que relutante, o que não aconteceu aqui.
Houve uma parte do livro em que eu fiquei confusa, senti que
houve um erro de continuidade a partir do capítulo 31 até o capítulo 33. No
começo do capítulo 31, é mencionado que Rand e Mat ganham cachecóis de um
fazendeiro e eles continuam seu caminho até chegar a Quatro Reis, onde são
atacados pelo Amigo das Trevas Gode (capítulo 32). No começo do capítulo 33,
Rand e Mat estão na carroça de mestre Hyan Kinch, na estrada de Caemlyn, quando
descem da carroça e se despedem, a história volta para quando eles estavam na estrada,
fugindo de Quatro Rios e mostra os sufocos que eles passaram e como foi que
eles embarcaram na carroça de Mestre Kinch, só que também mostra o fazendeiro
que lhes deu cachecol, Alpert Mull. Aí fiquei pensando, eles ganharam os
cachecóis de Alpert Mull antes ou depois de chegar a Quatro Reis? Seria mesmo
um erro de continuidade ou eles ganharam 4 cachecóis?Olhem só:
Acho que vou mandar um
e-mail pra editora Intrínseca questionando isso. Passaria despercebido, mas como sou Chata e presto atenção
na história, fiquei curiosa hehe.
O primeiro livro serviu como boa base pra conhecermos os
personagens e o Mundo em que se passa a história. Pra uma série de 14 livros,
isso é realmente muito importante. Muitas pontas soltas e fatos sem explicação ficaram
no ar, mas eu já esperava isso de um primeiro livro, porque como a série é
longa, tem muita coisa a ser contada. Fiquei muito curiosa em relação à marca
da garça na espada de Rand. Grande parte dos personagens se espantava com isso,
e não foi dada nenhuma explicação a respeito.
Segundo o site da Editora Intrínseca, os livros deverão ser
publicados semestralmente, e com certeza os próximos livros estarão na minha
estante. Também tem a versão em e-book, mas achei bem salgado, está quase o
preço do livro físico.
A resenha foi longa, mas não mencionei nem 20% do que
acontece no livro, a história é muito boa, vale a pena os 40,00 pagos (que eu
não paguei diga-se de passagem, esse eu ganhei do maridão, te amo amor!).
Todos dizem que Robert Jordan se assemelha ao Tolkien, mas
acho que ele conseguiu criar uma identidade própria. Apesar de ser um dos
maiores elogios ser comparado ao cara que é considerado o grande mestre da
fantasia, acho que devemos parar de fazer tantas comparações. Cada escritor tem
seu valor, e existem muitas histórias boas por aí, só temos que dar uma chance ao livro J





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