TEM SPOILER! TEM
SPOILER! TEM SPOILER! LEIA POR SUA CONTA E RISCO E NÃO RECLAME DEPOIS!!!
Terminei agora mesmo essa leitura e ainda não sei o que pensar
sobre o final dessa história que me cativou tanto nos dois primeiros livros.
Quero deixar claro aqui que não sou uma hater, não tenho
absolutamente nada contra a Veronica Roth, mas meu, quando terminei a leitura
pensei PUTA QUE O PARIU O QUE FOI ISSO?
Vejam bem, o livro inteiro foi muito chato. Eu entendo que a
autora teria que dar muitas explicações nesse último livro sobre as facções e
os Divergentes, mas tudo foi explicado de maneira tão arrastada, que se tornou
entediante. Levei apenas dois dias pra ler tanto o Divergente quanto o
Insurgente, mas o final da série me levou 11 dias, o que pra qualquer
bookaholic é muito tempo.
Além das explicações a cerca dos GD (Genes Danificados) e GP (Genes
Puros) serem muito extensas, os muito levantes e os planejamentos dos mesmos
também levaram grande parte da leitura. O Quatro que nos primeiros livros da
série era forte, um porto seguro para Tris, neste livro estava fraco, chato e
perdido. Não confiou em Tris, não lhe deu ouvidos quando ela o alertou sobre
confiar nas pessoas erradas e agir por impulso, perdeu seu dom de perceber
quando as pessoas mentiam pra ele, ou realmente não quis enxergar por conta do
seu desespero em ser aceito em algum lugar. Ele não foi Quatro, ele foi Tobias,
o garoto da Abnegação maltratado por seu pai, carente de atenção e cuidado.
Tris continuou da mesma forma. Forte e inconsequente, sempre se
colocando na linha de fogo pra proteger aqueles que amava. Mas seu grande e
verdadeiro amor ela acabou abandonando, quando se entregou pra morte em função de
“um bem maior”. Bem maior esse, que estou me perguntando até agora qual foi,
porque no epílogo, Quatro nos conta que ainda existe gente defendendo uma
possível guerra, que não acreditam na Nova Chicago, e acham que só através da
força poderão conseguir a tão desejada cidade dos sonhos.
Mas vejam, o livro não foi de todo ruim. Tiveram sim alguns
momentos profundos e importantes. Como a cena em que Quatro dá a sua mãe a
chance de escolher entre uma guerra tirana e o amor de seu filho. Quando Tris
entende as fraquezas de Quatro e o aceita como ele é. Quando todos se unem pra
defender as minorias. Quando Tris finalmente perdoa seu irmão e se sacrifica
por ele, por nãos ser capaz de entregar seu irmão pra morte. E finalmente o
epílogo de Quatro, tendo que lidar com a dor da perda de seu grande amor, e
enfrentando um de seus maiores medos para lhe fazer uma última homenagem.
Esse livro tinha tudo para encerrar a trilogia de forma épica, mas
infelizmente não foi o que aconteceu, devido ao que eu disse aí em cima, as
várias descrições arrastadas e as várias passagens sobre revoltas que não
saíram da mesmice. O livro foi recheado de citações profundas, eu vou fazer um
post com as que eu mais gostei ainda essa semana, só que elas eram tantas que
chegaram a se repetir, sério!
Senti falta de Tris e Quatro juntos e estava torcendo por um final
feliz pros dois, mas entendi que essa história fala de perdão e escolhas, e que
uma escolha pode não só te definir, mas também definir o caminho que as pessoas
que amam você, podem vir a seguir.
Eu esperava mais, muito mais.


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