Esse livro conta a história de Vic,
uma criança fora do comum que tem um dom, ela consegue materializar uma ponte,
que a leva fisicamente pra onde ela quiser. A garota utiliza esse dom para
encontrar coisas perdidas que eram muito importantes para seus donos. Durante
muito tempo Vic tem encontrado objetos perdidos, mas o fato de exercer esse dom
em demasia está perturbando sua sanidade mental. Um dia ela pede à ponte que a
leve a alguém que pode entender o que ela está passando, e ao conhecer a
bibliotecária Maggie, que a ajuda a entender o seu dom, ela conhece a história
de Charles Manx.
Manx também tem um dom, durante anos ele rapta crianças de
famílias problemáticas achando que está fazendo um bem maior. A alma dessas
crianças é levada para um lugar na mente de Manx chamado Terra do Natal, onde a
tristeza não existe. Um mundo em uma dimensão paralela, onde a única
preocupação é brincar. Só que as coisas não são bem assim, enquanto a alma
dessas crianças é levada, a energia de seus corpos alimenta Manx, mantendo-o
sempre jovem e transformando as crianças em criaturas macabras e cruéis.
Um dia Vic resolve que está na hora de usar o seu dom pra alguma
coisa realmente importante, e acaba indo ao encontro de Charlie Manx. Ela
consegue escapar por pouco, mas sua fuga acaba causando a prisão de Manx, que
ficou em coma durante anos.
Vic foi a única criança capaz de escapar de Manx, e quando o
monstro finalmente acorda, ele começa a arquitetar uma vingança macabra contra
Vic que já está adulta, o rapto de Wayne, o filho dela.
Confesso que não gostei muito do primeiro livro que li dele, A Estrada da Noite, então resolvi dar
uma segunda chance pra ver no que ia dar. Infelizmente não gostei desse também.
Pra começar, o livro se tornou maçante porque a mesma cena era narrada do ponto
de vista de pelo menos três personagens diferentes, o que deixou o livro
repleto de passagens desnecessárias, além disso eu não consegui me conectar com
nenhum outro personagem além de Wayne, o filho de Vic. Manx é um bom vilão, mas
o seu comparsa Bing é melhor que ele em crueldade, mesmo sendo meio abestalhado
e falando em rimas sem graça o tempo inteiro, sério, me deu raiva ler tanta
besteira.
Além de maçante, o livro se tornou pesado, porque é repleto de
menções a estupro de homens e de mulheres e cheio de linguagem chula
direcionada não só a adultos, mas também ao filho de Vic que é uma criança,
acho que o autor pecou em não saber dosar essa característica de Bing.
É complicado falar desse livro sem comparar com os livros do pai
desse autor (Stephen King), porque durante a
história, vi várias situações que me lembraram livros dele, como o espectro, o
carro de Manx que tem vida própria, uma alusão a Christine do King, O homem de
terno preto, presente na Torre Negra e na Estrada da Noite também é
mencionado. Houve citações que interligam as dimensões paralelas Terra do
Natal, a Estrada da Noite e o Mundo Médio. Também houve uma homenagem á mãe de
Hill, Tabitha King. Ele deu o nome da mãe
para a policial do FBI que tenta descobrir a verdade por trás da história de
Vic.
O livro não me cativou, depois dessa leitura até perdi a vontade
de ler o Pacto, mas ainda sim vou tentar porque o livro é fininho e eu quero
assistir ao filme que vai ser estrelado pelo Daniel Redcliffe (eterno Harry
Potter).
Talvez o livro tenha perdido um pouco da sua magia porque eu li no
Kobo uma versão sem ilustrações. O livro original é cheio de figuras e detalhes
que deixa a leitura mais interessante. Ainda sim eu não curti a história, eu
esperava mais :(


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