É tarde da noite
em Florença, Raven está voltado sozinha pra casa de um encontro com seus amigos.
Ela em uma deficiência na perna que faz com que suas passadas sejam mais lentas,
portanto sua caminhada será mais demorada do que a de uma pessoa “normal”.
Apoiando-se em sua bengala, Raven seguiu seu caminho divagando sobre a noite
alegre que teve na companhia de seus amigos quando se depara com uma cena
horrível. O mendigo que sempre fica embaixo da ponte está sendo espancado por
três algozes, sem pensar, Raven tenta defender o homem que nunca incomodou
ninguém, fazendo com que os agressores se virassem contra ela.
A garota é
espancada e escuta ameaças de estupro, seu medo é enorme, e sua deficiência a
impede de correr, o que torna tudo mais aterrorizante. Depois de uma forte
pancada na cabeça, a garota desmaia, e tudo se torna tranquilo.
Algum tempo
depois, Raven acorda diferente, não só psicologicamente, mas também
fisicamente. A deficiência que ele tinha na perna sumiu, e ela pode andar
normalmente, até correr e pular, coisa que não fazia desde os seus 12 anos de
idade. O resto do seu corpo também está diferente. Raven que sempre fora bem acima
do peso estava magra, seus cabelos que sempre foram desgrenhados, agora estavam
brilhantes e sedosos, seu rosto estava magro, os músculos bem definidos e os
olhos mais vivos do que o normal.
A garota
custou a acreditar que a imagem que via no espelho era realmente dela, além do
que não se lembrava de nada do que tinha acontecido. Ela começou a imaginar se
havia sido drogada, mas como não se lembrava de nada do que tinha acontecido,
resolveu aceitar a mudança positiva, por mais estranha que ela fosse e foi para
o seu primeiro dia de trabalho na Galleria
degli Uffizi como restauradora
de quadros.
Raven causou
estranheza e espanto por onde passou, principalmente a seus amigos que não reconheceram
a garota. Quando chegou no trabalho ela descobriu que ficou desaparecida pro
uma semana, e por não se lembrar onde estava nem o que tinha acontecido, acabou
se tornando a maior suspeita do roubo das ilustrações de Botticelli que os
Emersons tinham emprestado para o museu para que eles fizessem uma exposição.
Além de ter
que lidar com a sua transformação e com o fato de que agora é suspeita de roubo
de patrimônio histórico, Raven também terá que lidar com um homem misterioso
que está invadindo seu apartamento, dizendo que ela tem que ir embora de
Florença a qualquer custo.
Raven é uma
garota muito sofrida e triste, ainda sim, ela tem uma grande bondade em seu
coração. Só que ela não consegue se ver como uma mulher atraente, pelo contrário,
por estar fora dos padrões físicos impostos pela sociedade, ela começa a se
enxergar com os olhos daqueles que a veem como gorda e feia. Sua deficiência
física só agrava o seu problema de auto estima, e por conta disso, ela não
acredita que um “homem” tão atraente como Willian, o Príncipe do submundo de
Florença possa se sentir atraído por alguém como ela..
Esse livro
conta o início da história de amor entre uma garota sem auto estima e um
condenado que não sabia que ainda tinha a capacidade de amar. Como nos seus
outros livros, Sylvain dá uma verdadeira aula sobre Dante, Botticelli e obras
renascentistas, o que pra mim foi realmente interessante, apresar dele se
estender demais em algumas cenas. A trilha sonora também foi maravilhosa, e
várias vezes me peguei procurando no youtube as músicas que foram mencionadas
na história. Porém o enredo deixou um pouco a desejar. Ele é cheio de partes
compridas e maçantes, e eu quis matar Raven várias vezes quando ela se
menosprezava, quando ela quis ficar longe do vampiro lindo que confessou várias
vezes que a queria por achar que ele estava mentindo. O livro tem um clima
diferente da Trilogia Gabriel. Na história de Gabriel e Julianne, várias vezes
me deparei com diálogos divertidos, nesta série isso não acontece, ela é mais
sombria, mas séria. E acho que foi justamente desse bom humor que eu senti
falta nessa história.
Achei muito
legal o fato da mocinha da história ser completamente o oposto de Julianne, e
ainda sim tão interessante quanto. O Príncipe também está muito melhor nesse
volume do que no livro de introdução (O Príncipe das Sombras), mais ainda sim,
não fui arrebatada. Como gostei desse autor (autora?), vou acompanhar a série, mas
pelo menos por enquanto, a Trilogia Gabriel é a minha preferida.



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