Sonea é agora um membro do Clã, uma aprendiz, e orientada por seu guardião Rothen, ela irá aprender não só a controlar seus poderes como a utilizar magia, seja pra tarefas corriqueiras como secar sua túnica como pra coisas mais difíceis como curar uma pessoa.
Mesmo sabendo que enfrentará
preconceitos por ser de família humilde e ter crescido nas favelas, a garota
tem esperanças de ser bem aceita no grupo dos aprendizes.
A princípio ela consegue se comunicar
com alguns deles, mas depois, com a chegada de Regin, a vida da menina se torna
um inferno. Ele tem que lidar com todo o tipo de bullying e agressões por parte
da turma, o que causa nela tristeza e isolamento. Seus únicos amigos são
Rothen, que ela vê como um pai, Dannyl, que foi nomeado segundo embaixador do
Clã e Tanea, a serva de Rothen.
Seus dias são conturbados e se
resumem em constantes fugas para não ser chateada. Até que ela chega ao limite
e decide se esforçar mais, para subir de turma, com esperanças de que o grupo dos
aprendizes mais velhos seja mais compreensivo. Ela consegue, mas Regin segue
seus passos e acaba na mesma turma de Sonea, prolongando assim o inferno que
está se tornando seu aprendizado.
Enquanto Sonea luta para se adequar,
Dannyl parte numa missão imposta por Lorlen: seguir os passos do Lorde Supremo
na descoberta da magia antiga. Dannyl não sabe, mas está sendo usado por Lorlen
e posteriormente por Rothen para que eles possam descobrir como o Lorde Supremo
começou a usar magia negra.
Neste livro, pude saber um pouco mais
sobre Dannyl e Rothen. A interação de
Dannyl com Tayend foi muito interessante. Foi bem legal ver ele no barco, se
misturando com os marinheiros, bebendo com eles e se sentindo parte deles. Os
tais rumores a certa de pessoa que ele é me ajudaram a formar uma imagem melhor
dele durante a leitura, muita coisa ficou explicada, ainda que tenha muita
coisa pendente.
Quanto a Rothem, seu filho Darrien
aparece, e a interação dele com Sonea foi um alívio na leitura. Já não estava
aguentando mais tantas cenas em que a garota foi maltratada, estava de saco
cheio de todo mundo saber e ninguém fazer nada a respeito. Sonea foi
massacrada, enquanto os magos e seu novo tutor (o Lorde Supremo) ficavam
assistindo, achei ridículo. Finalmente a autora nos contou como a esposa de Rothen
faleceu. Isso foi um mistério durante todo o primeiro livro, e sinceramente,
achei que não tinha a necessidade de ocultar tanto a vida do mago.
A interação de Sonea com Darrien foi
muito melhor do que a dela com Cery, que só apareceu uma vez nesse livro e pra
uma breve visita. Fiquei esperando que ele fosse se envolver mais na vida de
Sonea, que fosse nascer alguma coisa entre os dois, mas infelizmente não rolou,
espero que a amizade dos dois seja mais desenvolvida no ultimo livro, ao invés
dele se tornar mais um dos muitos personagens que caem de para quedas nessa
história e logo desaparecem.
O segundo volume dessa trilogia foi
melhor do que o primeiro, mas ainda deixou muito a desejar. Não sei o que essa
autora tem com a página 300, mas tudo começou a mudar a partir daí, no primeiro
livro também foi assim. Até chegar nesse ponto, foram páginas e mais páginas de
bullying e explicações sobre magia que não mudaram em nada o curso da história.
Ainda espero que essa história
melhore, mesmo porque o último volume tem mais de 600 páginas, é um grande
desafio, e se a narrativa seguir o ritmo dos dois primeiros, é bem capaz que eu
acabe abandonando, mesmo não gostando nada de fazer isso.
Três estrelinhas.
Tenho a trilogia na estante, e confesso que não estou nada animado para iniciá-la.
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