Pensando aqui sobre como eu fico
furiosa por tão pouco.
Uma simples atitude de outra pessoa
pode azedar todo o meu dia.
Eu fico tão nervosa ás vezes que
tenho dificuldade até pra dormir, pensando... remoendo... Aí depois de passada
a raiva, fico me questionando sobre quem seria o responsável por eu ter virado
uma pilha de nervos, se foi o infeliz que fez algo inenarrável, ou se fui eu
que levei tudo a ferro e fogo.
Vejo vários artigos na internet
dizendo que as pessoas só te tiram do sério se você permitir, elas só te abalam
se você der poder a elas, mas essa semana fiquei pensando se quem escreve esses
artigos já entrou numa briga ferrenha consigo mesmo pra tentar mudar seus
hábitos, pra não dar “o poder” pra outras pessoas, pra não se deixar atingir
pelas atitudes negativas, ou se escrevem somente pela vontade de estar na
modinha do super auto controle, na moda do vamos ser zen e espalhar o amor.
Eu acredito piamente que devemos
evitar ao máximo os conflitos desnecessários, seja no ambiente de trabalho,
seja em casa, se puder consertar, ou se puder relevar dependendo do motivo e da
sua necessidade, ótimo, mas deixar as pessoas tripudiarem em cima de você, sem
que você reaja, é o ápice da idiotice. Então ultimamente eu tenho conversado
muito comigo mesma, aprendendo a dizer não quando acho que devo, me impondo quando
algo vai de encontro aos meus princípios, porque eu não tenho que aceitar tudo
de todos, eu não tenho que ser legal com todo mundo, eu não vou morrer se
alguém apenas não gostar de mim, afinal eu também não gosto de todo mundo.
Domingo chego nos 33 e estou
aceitando quem eu sou, com os defeitos e as qualidades. E não, eu não tenho que
aguentar a fanfarrice de todo mundo só porque não quero conflitos. Discussões
ás vezes são necessárias, ficar extremamente nervosa vai acontecer de vez em
quando, afinal raiva é só mais uma emoção. Então eu vou sentir todas as sensações que me fazem um ser humano, que
me fazem ser uma mulher. O poder de sentir o que eu quiser ainda é meu.

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