No final da leitura de
Prince of Thorns, o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos, deixamos o
sanguinário Jorg no trono de Renar e com a vingança contra seu tio concluída.
Mas muito se engana
quem pensou que o rapaz só tinha como objetivo vingar a morte de sua mãe e
irmão, ele quer muito mais do que isso e já está planejando seu próximo passo,
o trono do Império.
Esse volume da
trilogia dos espinhos é dividido em dois tempos na história:
O presente: onde
acompanhamos o dia do casamento de Jorg com a jovem de 12 anos Miana, e ao
mesmo tempo sabemos sobre uma grande batalha que está se desenrolando, batalha
essa que aparentemente Jorg vai perder.
O passado: exatamente
há 5 anos, quando Jorg acabou de conquistar as terras de seu tio, e sai pelo
seu reino para conhecer suas terras e conhecer também a família de sua mãe, não
só em busca de sua própria identidade, mas também atrás de aliados para a
conquista do Império.
A narrativa é dividida
em dois pontos de vista, a de Jorg, que narra os acontecimentos nas duas épocas
de forma rápida, sem muita explicação, típico do personagem, e a de Katherine,
feita através de um diário que foi encontrado no campo onde se desenrolou a
batalha que citei mais acima.
Então durante a
leitura vamos descobrir os planos de Jorg para a conquista do Trono do Império,
que há cem anos está desocupado, a origem materna de Jorg, quem é Miana, o que
aconteceu com Katherine, quem são os invasores que querem as terras recém conquistadas
de Jorg e como ele vai fazer para vencer a batalha. Ou pelo menos esperamos que
isso aconteça, porque quem leu o primeiro volume sabe o quanto Mark Lawrence é
perito em cozinhar o leitor por mais de 500 páginas e não revelar nada
importante sobre o enredo.
A leitura desse
livro, assim como o primeiro, ainda foi muito confusa. Tantos flashbacks e
pontos de vista deixaram o livro arrastado e cansativo. Nenhum dos personagens secundários
foi bem explorado, o que novamente causou a minha falta de imersão na história.
Jorg amadureceu muito
neste volume, e mesmo agindo muito por impulso como no primeiro livro, aqui eu
pude perceber que a maioria de seus atos tem um propósito nos acontecimentos
futuros. Entretanto ainda não senti uma conexão forte com ele a ponto de ficar
curiosa e torcer pra que seus planos fossem concretizados.
Livro cansativo
demais, história confusa demais, tem que ler com muita atenção pra não ficar
perdido. Espero que o terceiro volume melhore, mas se não melhorar tenho
certeza de que não vou ler mais nada desse autor, a não ser que eu ganhe de
presente :(




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