Rei Jorg ainda não
acabou de realizar todos os seus desejos. Ele aspira o trono do império, e
não vai medir esforços até conseguir atingir seu objetivo. Com um filho a
caminho e Katherine perturbando seus sonhos em busca de vingança, ele segue
pela estrada, para a votação do Conselho, onde pretende ter sua ascensão mesmo
que seja á força.
O livro é divido em
duas épocas, a atual com Jorg na estrada e no passado, há cinco anos, onde
encontramos um Jorg de quinze anos, visitando as terras de seu reino, ainda em
busca de vingança, mas também atrás de aliados para que a conquista do trono do
império seja possível.
Enquanto Jorg segue
seu caminho tortuoso de sangue, o Rei Morto está preparando seu exército,
repleto de necromantes e lichkins, ele tem a fixação de destruir Jorg e o
objetivo de tomar pra si o trono do império.
A linha do tempo nesse
volume está mais confusa do que nos primeiros livros, não só pela época e
lugares que não são bem definidos, mas também por ser cheio de flashbacks. Além
disso, ter personagens como Chella narrando capítulos, foi totalmente
desnecessário. Tudo bem que ela teve um papel importante no final, mas nada que
explicasse ela ter tanto destaque nesse livro.
Foi interessante
caminhar com Jorg pelas terras desérticas e ver tantas semelhanças desse povo
com os árabes que temos hoje. Também gostei de ver um Jorg mais centrado, não
que ele tivesse deixado de ser perturbado ou de fazer coisas por impulso, mas
percebi uma clara evolução no personagem, principalmente pelo fato de que ele
se deu conta que poderia amar alguém além de si mesmo, seu filho.
Um dos momentos mais marcantes
pra mim foi quando ele pede a Gorgoth para ser amigo de seu filho, pois o
garoto precisaria ter em sua vida homens melhores que seu pai. Pra mim foi o melhor
exemplo de amor que ele demonstrou nesses três livros, achei digno, que um homem
que só conheceu o horror, pudesse amar tanto seu filho a ponto de já procurar
proteção para o garoto quando ele faltar, e convenhamos, a Leucrota foi a
melhor escolha pra isso.
Não curti muito essa
trilogia pelo seu ritmo lento e pela sensação de ter sido jogada no meio da
história com um “se vira”. Passe grande parte perdida e pensando em abandonar
os livros, mas persisti pra saber o final porque não gosto de abandonar leitura,
ainda mais quando elas foram caras.
As pontas são bem amarradas
nesse último livro, histórias presentes no primeiro volume são contadas com
mais detalhes aqui, mas fiquei chateada por ter descoberto uma das reviravoltas
já no segundo livro.
O final foi
interessante, cheio de fantasia, ficção científica e emoções, mas corrido nas
últimas cem páginas, acho que essa parte da história poderia ter sido melhor
abordada durante a leitura, afinal é um livro de mais de quinhentas páginas,
pra que correr nas últimas cem?
Não sei se vou ler os
próximos desse autor, mas estou terminando essa trilogia com a sensação de
dever cumprido, afinal, terminei uma trilogia de
livros infinitos :)




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