Eleanor e Park foi um livro que mexeu com o meu coração. Li ele na
madrugada de sábado e tive que passar a resenha na frente porque eu não consigo
parar de pensar na história.
Eles são o casal mais improvável, ela ruiva cacheada, que usa as
roupas mais estranhas que se pode imaginar, de família humilde e repleta de
problemas, ele mestiço de descendência coreana, vindo da família perfeita,
curtindo punk, rock e quadrinhos.
Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro foi que o amor dos
dois aconteceu devagar, não foi a primeira vista como em vários romances que eu
já li, muito pelo contrário, a atração foi se estabelecendo aos poucos, durante
os breves minutos que ambos passavam sentados lado a lado no ônibus escolar,
folheando quadrinhos sem se falar.
Nenhum dos dois é perfeito, e vemos isso claramente na história,
as dúvidas em relação ao outro, as críticas subconscientes, a vergonha, o medo
de se expor por conta da reação das pessoas ao redor está muito presente, e é
isso que faz desse livro uma leitura que prende, a sensação de que esses
personagens poderiam ser pessoas reais, amigos que convivem conosco.
Além de lidar com os problemas comuns da adolescência, os dois tem
que lidar com problemas com seus pais (Eleanor muito mais do que Park), que não
os aceitam como são (no caso de Park), e que não dão valor à família (no caso
de Eleanor).
Confesso que chorei muito lendo esse livro porque a vida de
Eleanor me apertou o coração, imagine uma adolescente que precisa ser
invisível, passando fome seus irmãos menores, sem roupas para vestir, tendo que
lavar o cabelo com shampoo antipulgas e sem escova de dente (ela usava sal L), vendo a mãe ser abusada pelo
padrasto, e ainda ser julgada pela mãe de seu namorado...
O ápice pra mim foi o momento em que a mãe de Park finalmente
entendeu o porquê de Eleanor não ser uma garota típica, com esmaltes nas unhas
e maquiagem no rosto. Eu me emocionei demais lendo isso porque a observação que
ela fez foi real demais. “Quando você vem de família grande, você fica fino,
igual papel, ninguém recebe o que precisa”, acreditem, falando com conhecimento
de causa, não recebe mesmo, chorei porque eu queria que Eleanor fosse aceita e
que pelo menos alguma coisa na vida dela desse certo.
Só quem é amante de livros sabe como é torcer pra que um
personagem sofrido tenha um final feliz e consiga sair do buraco em que se
encontra, eu me senti assim em relação à Eleanor, super protetora como se ela
fosse minha filha, e agradecida por ela ter o Park, que a aceitou, que esteve a
seu lado quando ela precisou e soube apoiar as decisões dela quando ela mais
precisava.
Primeiro livro sorteado na minha TBR Book Jar e mais um livro que eu vou indicar e dar de presente pra todo mundo
que eu puder. A história é tocante, triste, mas muito bonita, ainda bem que em
breve terá um filme e uma continuação.
Essa será mais uma autora que eu vou ler
tudo que for publicado. Indico de olhos fechados!



Ai, como eu quero ler esse livro! Ótima escolha da TBR Jar, hein? haha Eu só não queria ler em português porque não sou muito fã da Novo Século :/ sempre coloco no carrinho do Book Depository e desisto quando penso nos meus livros não lidos em casa haha
ResponderExcluirSua resenha me deu mais vontade ainda de lerrrr, dammit! haha
Beijo <3