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Março pra mim foi um mês muito
conturbado, negativamente falando, tanto no trabalho, quanto em casa. Eu fiquei
doente (infecção urinária de repetição), meus filhos ficaram doentes (sinusite,
rinite, otite), o marido ficou doente (inflamação nos dedos da mão) e a
farmácia ficou mais rica e muito agradecida. Encontramos um foco de mosquito da
dengue em casa, tivemos que limpar tudo, desinfetar tudo e envenenar tudo. Por
essas e outras, não li tantos livros quanto gostaria, não assisti tantos filmes
como costumo fazer, minhas séries ficaram meio de lado, a vida passou e eu não
percebi.
Mas as adversidades deste mês me proporcionaram
um momento grandioso. Eu pude ser mãe. Não que eu já não seja, mas a correria
da minha rotina não estava me permitindo dar a atenção que meus filhos
precisavam, nem ter as atitudes que eu prezo.
A doença das crianças me fez colocar
a minha de lado, e eu pude cuidar realmente deles, ficar com eles, conversar,
fazer cafuné e essa troca faz um bem danado, tanto pra mim, quanto pra eles.
Estar em contato com quem se ama incondicionalmente faz maravilhas pela saúde
da gente, tanto a física quanto a mental.
Escrever sempre me fez bem porque sou
meio eremita, nunca fui muito boa com pessoas, sou introspectiva, e esse mês
conturbado me fez perceber que tenho sentido falta desse contato humano, dessa
coisa gostosa de passar um tempo fazendo nada, só ouvindo o que minha pequena
fez na escola, ou sobre o campeonato de COD que meu filho assistiu no Xbox One.
Fiquei me perguntando quantas coisas
boas eu venho deixando de lado porque tenho que resenhar um livro, porque tenho
que acompanhar a série modinha, ou porque vai sair uma nova exposição.
Foco nas coisas simples e boas nunca
foi o meu forte, sempre fui acelerada, mas aos poucos estou mudando essa realidade,
observando o que eu tenho à minha volta e dando valor a isso. Afinal, importa
mesmo que esse mês eu deixei meu pagamento na farmácia? Importa mesmo que eu
não vou conseguir ler o lançamento do mês da editora X? Importa mesmo que eu só
vou assistir ao filme tal depois que todo mundo já assistiu?
Pode parecer clichê, mas é verdade, o
que importa mesmo, é amar e ser amado.

Gosto dessas reflexões, Flavinha. Espero que abril seja um mês melhor para você e sua família.
ResponderExcluirBeijos!
http://the-dearest-room.blogspot.com.br/
Acho que temos questões em comum quanto a essa administração do tempo. Também me faço perguntas parecidas, algumas vezes num viés contrário ao seu, pois me deixo levar pelos dias e produzo muito pouco ou não o bastante quanto eu deveria de leitura, escrita, filmes e séries, dentre outras coisas. Entretanto, escrever, ler (livros, revistas, livros, blogs, notícias) e ver séries demandam tempo e em outros momentos também me ponho a pensar em quanta coisa poderia estar fazendo ao ar livre (caminhando, encontrando amigos para um café ou uma cerveja, viajando, passeando, etc), e estou preso em frente ao computador. Enfim, escolhas que fazemos.
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